Arquivo de etiquetas: Bernardo Soares

A LÍNGUA: PÁTRIA OU EXPATRIAMENTO?

Paulo Borges

[Uma língua, mais do que um conjunto de convenções, é decerto a expressão de um sopro espiritual e vital, mas também a sua condensação numa estrutura verbal e conceptual, semântica e sintáctica, que condiciona a percepção da realidade e configura um regime de consciência onde essa riqueza e abundância patente na etimologia indo-europeia de real se reduz ao mundo de sentidos, significações, juízos e valorações que um determinado regime linguístico constrói, com um intuito predominantemente utilitário, ao serviço dos interesses humanos dominantes.]

Continue reading A LÍNGUA: PÁTRIA OU EXPATRIAMENTO?

Anúncios

A voz do mar ou Da necessidade de “errar a língua ao dente”

Isabel Cristina Mateus

[Com oitocentos e um anos de existência e contando com mais de duzentos milhões de falantes em todo o mundo, espalhados por quatro continentes, a Língua Portuguesa é um capital simbólico e económico, um património cultural e memória identitária de valor inestimável que é fundamental conhecer, preservar e enriquecer. Adquire por isso uma importância especial a edição dos autores “clássicos” da língua portuguesa, numa edição cuidada e filologicamente rigorosa, acessível ao grande público, tarefa ainda por fazer entre nós. Uma edição naturalmente alargada aos autores dos países de língua portuguesa, dando conta da polifonia de vozes e de registos que constituem aquela que Vergílio Ferreira definiu um dia como “a voz do mar”.]

Continue reading A voz do mar ou Da necessidade de “errar a língua ao dente”

O cinema: memória de uma língua?

Elsa Cerqueira

[Transcorridos quase cento e vinte anos, desde que o fogo prometaico chegou a Portugal, por intermédio de Aurélio da Paz dos Reis, quando filmou em 1896 “A saída do pessoal operário da Fábrica Confiança”, na Rua Santa Catarina, Porto, considerado o primeiro filme da História do Cinema Português, há interrogações radicais que resistem e rejeitam o fechamento de respostas unilaterais, lineares e dogmáticas.
O presente artigo constitui a reabertura das fendas, do questionamento, não se instituindo como a farmacopeia miraculosa que as ultrapassará.]

Continue reading O cinema: memória de uma língua?

A língua: pátria ou expatriamento?

Paulo Borges

[Fernando Pessoa só não errou de todo ao escrever “Minha pátria é a Língua Portuguesa” porque o seu uso da língua era o de um fugitivo por entre as grades que sabia ilusórias, como tudo no mundo, a começar por si próprio.]

FALTA FOTO

Continue reading A língua: pátria ou expatriamento?